Fonte: Astrologia Védica, de Dean Dominic De Lucia.

Os nove principais “planetas” da Astrologia Védica possuem mantras, canções. Esses mantras dos planetas devem ser cantados um determinado número de vezes para o equilíbrio da energia daquele astro, quando assim for necessário de acordo com o mapa astral védico. O canto é feito com o auxílio de um japamala, um colar com 108 contas. A pessoa deve começar a cantar o mantra entre a lua cheia e a nova, no dia representado pelo planeta em questão.

De acordo com Dean Dominic, no capítulo 84 do Brihat Parashara Hora Shastra, a adoração às divindades planetárias por meio de orações e mantras é uma excelente medida corretiva contra o efeito maléfico de um planeta. Segundo o sábio Parashara, o criador Brahma teria instruído as divindades a serem benéficas com aqueles que às adorassem.

Seguem abaixo os Mantras dos Planetas:

MANTRA DO SOL

Japa Kusuma-sankarsham kashyapeyam maha-dyutim
tamo-rim sarva-papa-ghnam pranato `smi divakaram

“Cantemos as glórias do Deus Sol, cuja beleza rivaliza com a de uma flor. Eu me prostro ante Ele, o intensamente brilhante filho de Kashyapa, que é inimigo das trevas e destruidor de todos os pecados”. Deve ser cantado sete mil vezes, começando num domingo.

MANTRA DA LUA

Dahhi-shankha-tusharabham kshirodarnava-sambhavam
namami shashinam soman sambhor mukta-bhushanam

“Ofereço minha obediência ao Deus da Lua, claro como queijo branco, conchas do mar e a neve. Ele é a divindade que governa o néctar soma-rasa, nascido do oceano de leite e quem enfeita o alto da cabeça do senhor Shambhu”. Deve ser cantado onze mil vezes, começando numa segunda-feira.

MANTRA DE MARTE

Dharani-garbha-sambhutam vidyut kanti-samaprabha
Kumaram shakti-hastam ca mangalam pranamamy aham

“Ofereço minha obediência ao Sri Mangalam, o Deus do planeta marte, que nasceu do ventre da Deusa Terra. Seu brilho é como o de um relâmpago e Ele parece um jovem carregando uma lança nas mãos”. Deve ser cantado dez mil vezes, começando numa terça-feira.

MANTRA DE MERCÚRIO

Phiyangava-gulikashyam rupena pratimambudam
saumyam saumya-gunopetam tani pranamamy aham

“Prostro-me aos pés de Buddha, Deus do planeta Mercúrio, cuja face é como um globo perfumado pela erva priyangu e cuja beleza se iguala à uma flor de lótus. Ele é muito gentil e possui todas as qualidades que atraem”. Deve ser cantado quatro mil vezes, começando numa quarta-feira.

MANTRA DE JÚPITER

Devanam ca rishinam gurun kanchana-sannibham
buddhi-bhutam tri-lokesham tam namami brihaspatim

“Prostro-me aos pés de Brihaspati, Deus do planeta Júpiter. Ele é o mestre espiritual de todos os semideuses e sábios. Dourado, ele é cheio de inteligência e o Senhor controlador dos três mundos”. Deve ser cantado 19 mil vezes, começando numa quinta-feira.

MANTRA DE VÊNUS

Hima-kunda-mrinalabham daityanam paramam gurum
sarva-shastra-pravaktaram bhargavam pranamamy aham

“Ofereço minha obediência ao descendente do Sábio Brighu (Vênus), que é branco como um lago coberto de gelo. Ele é o mestre espiritual supremo dos inimigos demoníacos dos semideuses, aos quais Ele revelou todas as escrituras”. Deve ser cantado 16 mil vezes, começando numa sexta-feira.

MANTRA DE SATURNO

Nilanjana-samabhasam ravi-putram yamagrajam
Chaya-martanda-sambhutam tam namami shaishcharam

“Prostro-me aos pés do lento senhor Saturno, que é azul-escuro como óleo de nilanjana. Irmão mais velho do senhor Yamaraj, ele nasceu do Deus Sol e de sua esposa Chaya (sombra)”. Deve ser cantado 23 mil vezes, começando num sábado.

MANTRA DE RAHU

Ardha-kayam mahim-viryam chandraditya-vimardanam
simhika-garbha-sambhutam tam rahum pranamamy aham

“Ofereço minha obediência ao Senhor Rahu, nascido do ventre de Simhika, que tem apenas metade do corpo, mas que possui tal poder que é capaz de vencer o Sol e a Lua”. Deve ser cantado 18 mil vezes, começando num sábado.

MANTRA DE KETU

Palasa-puspa-sankasam taraka-graha-mastakam
raudram raudratmakam ghoram tam ketum pranamamy aham

“Ofereço minha obediência ao violento e temido Senhor Ketu, que tem a potência do senhor Shiva. Da cor da flor da planta palasa, ele é a cabeça das estrelas e dos planetas”. Deve ser cantado 17 mil vezes, começando numa terça-feira.

About the author

Eu sou dirigente espiritual de um Templo de Cura Umbandista em São Paulo, sou jornalista, astróloga védica sideral, terapeuta ayurveda, reikiana, cromoterapeuta, fitoterapeuta, mestra, professora, mãe, mulher. Nas religiões espiritualistas e na mediunidade, meu trabalho começou em meados dos anos 90, ainda na adolescência. Como dirigente espiritual, conduzo trabalhos desde 2011. Minha realização chegou com a Casa do Pai Otávio, que desde 2015 é minha missão de vida e principal ocupação, hoje dividida com os Mapas Astrais e Atendimentos Terapêuticos. Todos os dias escuto de meu mentor, meu Guia de Frente, o Pai Otávio: “filha, apenas seja aquilo que você já sabe”. Não consegui plenamente ainda, mas estou tentando. E aqui busco compartilhar um pouco do que sei com cada um de vocês.